"O Guarda-sol solitário" – Mário Silva (IA)
"O Guarda-sol solitário"
Mário Silva (IA)

A pintura digital de Mário Silva retrata um guarda-sol de praia com as suas cores do arco-íris fincado na areia, perto da rebentação.
O guarda-sol projeta uma sombra escura e irregular na areia.
Em segundo plano, o mar, em tons de azul e turquesa, é agitado por ondas brancas que se desfazem na areia.
O céu é de um azul profundo, com nuvens escuras no topo.
A obra é executada com uma técnica que se assemelha à aguarela e a pinceladas soltas, com cores vibrantes.
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Estória: O Guarda-sol Solitário
A Praia da Poça era conhecida por duas coisas: as suas águas cristalinas e a sua solidão.
O mar, ali, tinha uma voz forte, um rugido que ecoava pelas rochas e pelas dunas.
Mas naquele dia, havia uma voz diferente, um murmúrio de cores que se elevava da areia: era o guarda-sol.
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Ele era o "Guarda-sol solitário", como a pintura de Mário Silva o batizara.
Com as suas listras coloridas em tons de vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo, ele era um arco-íris fincado na areia, um farol de alegria num mundo de tons de areia e mar.
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O Guarda-sol solitário não era novo.
Tinha viajado de carro, de avião, tinha visto praias de todo o mundo.
Mas a sua missão era sempre a mesma: dar sombra e conforto a quem a procurasse.
No entanto, naquela manhã, ele estava sozinho.
A praia estava deserta.
As únicas companhias eram o som das ondas e o vento salgado que fazia as suas franjas dançarem.
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Ele sentia um vazio.
Via a sua sombra escura e retorcida na areia, a sua única companhia.
Sentia a falta de um riso de criança, da voz de uma mãe, da presença de um pai.
Sentia a falta da vida.
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De repente, sentiu um toque.
Era uma pequena borboleta, com asas amarelas, que se tinha abrigado na sua sombra.
O Guarda-sol sentiu uma alegria que não sentia há muito tempo.
Ele não estava mais sozinho.
Ele era um abrigo, um porto seguro para a borboleta.
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E foi aí que ele percebeu a sua verdadeira missão.
Ele não estava ali para ser o centro das atenções, mas para ser um refúgio.
Ele era o ponto de cor, de esperança, de proteção num mundo vasto e por vezes assustador.
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O sol começou a descer, e as cores da pintura de Mário Silva intensificaram-se.
O céu tornou-se mais azul, o mar mais verde, e as cores do guarda-sol mais vibrantes.
O Guarda-sol solitário, agora, não se sentia solitário.
Sentia-se completo.
Ele era um farol para os que o procuravam, um refúgio para os que precisavam, um ponto de alegria numa praia de solidão.
E a sua sombra, que antes lhe parecia um fardo, era agora o seu orgulho, o seu legado, a sua promessa.
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Texto & Pintura digital: ©MárioSilva
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