"Começou agosto ... na praia" … e uma estória de verão
"Começou agosto ... na praia"
… e uma estória de verão

A pintura digital "Começou agosto ... na praia" de Mário Silva retrata uma cena de praia vívida e texturizada, focada em três crianças a brincar na rebentação e um grupo de adultos sentados na areia.
Ao fundo, uma imponente falésia de tons quentes domina a paisagem.
O mar, em tons de azul profundo e turquesa, contrasta com o amarelo dourado da areia e o azul claro do céu, pontuado por nuvens brancas.
A obra é caracterizada por pinceladas densas e visíveis que conferem uma rica textura à superfície da tela, remetendo a um estilo impressionista.
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Estória: "Começou agosto ... na praia"
Agosto chegara, e com ele, a promessa de dias longos e quentes na Praia da Calheta.
O sol, com a sua generosidade implacável, dourara a areia até um tom de âmbar, e as águas do Atlântico, representadas na pintura de Mário Silva com um azul tão intenso que quase se podia sentir o sal, convidavam a um mergulho sem fim.
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No ponto onde a água beijava a areia, três pequenas figuras brincavam, alheias ao mundo.
Eram os irmãos Silva: o Martim, o mais velho, com os seus dez anos, ousava enfrentar as ondas com uma coragem desmedida, rindo cada vez que a espuma lhe cobria os joelhos.
A Maria, um ano mais nova, inclinava-se sobre a água, as mãos estendidas, tentando apanhar as bolhas caprichosas da rebentação.
E o pequeno Tiago, o mais novo, com os seus cinco anos, esvoaçava alegremente na beirinha, os pezinhos a chapinhar na água fria, observando os dois irmãos com uma admiração silenciosa.
Para eles, o mar era um parque de diversões aquático, uma tela onde cada onda trazia uma nova aventura.
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Mais acima na praia, debaixo de um guarda-sol vermelho-vivo (um ponto de cor ardente na paisagem de tons quentes), quatro adultos conversavam, as vozes abafadas pelo som das ondas.
Eram os pais e os tios, trocando histórias da semana, mas com um olho sempre atento aos pequenos exploradores aquáticos.
Sentados confortavelmente na areia, com o que parecia ser uma toalha estendida, as suas silhuetas em tons de azul contrastavam com a areia dourada, um símbolo da tranquilidade que só as férias de verão podem trazer.
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Ao fundo, a imponente falésia de tons alaranjados erguia-se, majestosa, guardiã silenciosa da praia.
Era a "parede da baleia", como Tiago a chamava, convencido de que ali, nas suas entranhas rochosas, viviam monstros marinhos adormecidos.
As nuvens, pintadas por Mário Silva com pinceladas grossas e sonhadoras, flutuavam no céu azul, como algodão doce gigante, refletindo a luz do sol e prometendo um dia sem fim.
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O cheiro a maresia misturava-se com o aroma de protetor solar e a doçura do gelado de morango que alguém comia.
Era o cheiro de agosto, o cheiro das férias, o cheiro da liberdade.
O Martim, de repente, deu um grito de triunfo, depois de ter "capturado" uma concha especialmente bonita.
A Maria riu, e o Tiago aplaudiu com as suas pequenas mãos.
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Naquele dia, a praia não era apenas areia e água.
Era um palco de memórias em formação, um eco de risos infantis e a promessa de que, por mais agitado que o mar pudesse parecer ao longe, na sua beirinha, a felicidade era simples e pura, como as ondas que suavemente beijavam os pés descalços dos pequenos irmãos Silva.
E a pintura de Mário Silva, com as suas texturas ricas e cores vibrantes, imortalizava para sempre a magia daquele primeiro dia de agosto na praia.
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Texto & Pintura digital: ©MárioSilva
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